
sei
apenas pela consciência de meu corpo físico
não há outra amarra, senão esta
viver é aprender a tocar um tambor
e eu os escuto noite e dia,
vem chegando,
selam a paz que eu não alcanço com meus sentidos básicos,
sim, porque não existem os tambores, nem quem os toque
mas os ouço e me tocam,
foram feitos com minha própria pele,
banhados em meu sangue para amolecer,
amarrados com as tranças dos cabelos que ainda não me vieram.
é o canto da mata
todas as árvores da floresta
e os seres que me habitam e os sou
convidando-me a lembrar (-me)
saber-me
ouvir-me
imagem: performance experimental multilinguagens (Atelier Aberto)